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12 de jun. de 2013

Dia de se namorar, pode ser?

Hoje, em pleno dia dos namorados, onde surgem declarações apaixonadas nas timelines desse mundão virtual, um comentário me chamou a atenção. A pessoa dizia “o pior é quem acha que as solteiras têm recalque de quem namora”. E realmente, isso acontece mesmo, é uma grande verdade a meu ver.

Lembro que quando eu estava solteira, muitos homens me perguntavam o que uma mulher como eu estava fazendo “sozinha”.  E quem disse que eu estava sozinha? Só por não estar com um relacionamento firme? E se eu estivesse realmente sozinha, o que há de estranho nisso?

Esse pensamento é totalmente machista. O cara que está solteiro está aproveitando a vida, não quer se prender, é pegador. Já a mulher é a “fêmea carente que não conseguiu conquistar um macho”. Ledo engano. Muitas mulheres curtem realmente a solteirice ou simplesmente não estão desesperadas para encontrar um par.

Eu mesma já entrei nessa paranoia, porque não se pode ficar solteira em paz sem alguém achar que você está com algum problema. “Será que ela não manda bem?”, “será que tem o gênio difícil?”, “por que não tem competência pra segurar um homem?”. Pior é que esse raciocínio machista nem sempre parte dos homens. Muitas mulheres vêm as solteiras como se elas estivessem em desvantagem, como se ter um namorado fosse ter um troféu que atesta a sua capacidade de conquista.

Quero dar os parabéns hoje às solteiras que se curtem! Aquelas que se amarram em pegar um cineminha sozinhas, que não vivem em função de encontrar companhia masculina e que sabem que ter namorado não é atestado de porra nenhuma. 

E viva as mulheres que se namoram!

26 de jul. de 2010

Adeus, Namoro.


Acabei de voltar do enterro do Namoro. Foi uma morte prematura, mas ele já estava doente há um bom tempo, o coração já não andava bem. Ele queria viver, lutou até... Mas não resistiu. Eu também estive ao seu lado o tempo todo. Percebia sua melhora, mas logo ele piorava drasticamente, respirando através de tubos. No velório observei a expressão das pessoas. Algumas sentiam muito, mas já estavam conformadas e até esperavam, outras sentiam um certo alívio (“foi melhor assim”), e umas tinham um leve sorrido no rosto, do tipo “já vai tarde!”. O Namoro se foi, mas o seu espírito permanece. As boas lembranças viverão para sempre. Melhor esquecer aquela imagem dele ali, no seu leito de morte, pálido, imóvel. Quero lembrar do seu sorriso, do seu sangue correndo nas veias. Vá, meu querido Namoro. Busque novos caminhos! Vá em paz e que Deus o acompanhe.

AGORA, SÓ PRA DESCONTRAIR RSRS

E, de repente, meu filho cresceu.

Hoje, vendo você desaparecer das minhas vistas, rumo a uma viagem internacional, sozinho, passei por uma avalanche de emoções e lembranças...